IMÓVEIS

Mercado de construção civil segue aquecido em 2021

Mesmo com desafios da pandemia, taxas de juros mais baixas e desejo por novo lar fazem com que o setor continue lançando empreendimentos e crescendo em vendas

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postado em 26/01/2021 12:41 / atualizado em 26/01/2021 16:56 Jéssica Mayara*
O desejo de uma casa/apartamento novo ajudou a manter o setor de construção civil aquecido em 2020 - Pixabay O desejo de uma casa/apartamento novo ajudou a manter o setor de construção civil aquecido em 2020

O ano de 2020, apesar de atípico para inúmeros setores do mercado, haja vista a pandemia, foi de bons negócios para a construção civil, o que deve se manter neste ano. E isso tem a ver com os desejos surgidos em meio ao isolamento social imposto pelo risco de infecção pelo novo coronavírus. É o que diz o gestor de vendas da MRV, Rodrigo Maia.  

“Com a pandemia, a casa passou a ter uma importância maior. As pessoas ressignificaram o lar, que passou a ser o espaço de lazer, trabalho, de fazer atividades físicas, entre outros. Diante deste cenário, os brasileiros estão seguros em comprar um imóvel, mesmo nesse período delicado que vivemos”, diz.

Segundo ele, a taxa de juros em baixa também tem papel crucial nesse movimento de aquecimento do mercado em meio à crise.  

Isso porque, com as taxas de juros mais baixas, com a Selic em 2%, o financiamento ficou mais barato. “Além disso, as facilidades nas condições ofertadas no mercado colaboraram para esses resultados. É uma consequência direta de um misto entre circunstância e oportunidade”, pontua. 

Ainda, de acordo com Rodrigo Maia, a adaptação foi um fator crucial para o momento. Foi o que fez a MRV, e com resultados positivos, segundo o gestor de vendas. “Os crescimentos das vendas também foi um resultado da agilidade em preparar nossos canais digitais para atender com eficiência o consumidor, oferecendo uma expansão da plataforma de vendas digital, que possibilitou e possibilita que o cliente faça toda a compra de um apartamento remotamente.” 

“Sem sair de casa, o cliente pode escolher o condomínio e a unidade que deseja, enviar a documentação, realizar a simulação e a aprovação de crédito, negociar a proposta de compra e assinar o contrato digitalmente”, completa.

Ainda on-line, um tour virtual pode ser feito por todas as unidades à venda pela empresa, além do acesso a planta isométrica. Nesse processo, o comprador tem a ajuda de um corretor.  

Com todas essas vertentes, o gestor de vendas da MRV destaca que, nacionalmente, houve-se recordes de vendas líquidas na empresa, com alta de 39,1% em relação ao ano anterior. Nesse cenário, justamente por essa combinação de fatores que culminaram no aquecimento do mercado de construção civil no ano passado, a tendência é que, em 2021, esse setor continue aquecido. 
 
Rodrigo Maia, gestor de vendas da MRV - MRV/Divulgação Rodrigo Maia, gestor de vendas da MRV
 

Isso porque, segundo Rodrigo Maia, a expectativa é de que as condições econômicas para a compra e venda permaneçam positivas. Porém, o crescimento econômico como um todo, seja ele maior ou menor, tende a calibrar o avanço do setor, se tornando ou não o principal risco para o mercado. 

“Talvez, um avanço menor dos empregos proporcione crescimento abaixo das expectativas, mas é pouco provável. E para frear essas ‘ameaças’, mais tecnologias e inovações podem fazer com que a empresa capture os clientes com melhor potencial de compra no momento. Tem muito cliente com bom potencial de compra no segmento, que tem demanda muito forte não atendida”, destaca. 


Mercado de trabalho 


Rodrigo Maia aponta que o bom desempenho do setor pode, e muito, influenciar na geração de emprego. Mas o que uma coisa tem a ver com a outra? A construção civil, nas palavras do gestor de vendas, tem um papel importante para a economia do país e, consequentemente, seu bom momento se reflete em outras frentes.  

“O setor é responsável por grande parte da geração de empregos; desenvolvimento urbano, com a contribuição da diminuição do déficit habitacional, e movimenta todo uma cadeia produtiva, incluído vários outros setores e indústrias. Por isso, estima-se que o mercado de trabalho também se beneficie desse aquecimento das vendas de imóveis. A MRV, por exemplo, tem a expectativa de, nos próximos meses, abrir mais de 980 vagas de trabalhos na área comercial e nos canteiros de obras na Região Metropolitana de Belo Horizonte.” 

*Estagiária sob a supervisão da editora Teresa Caram 

Tags: construção civil compra e venda taxa de juros imóveis mercado selic

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